poemaemcontagotas

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Eu mesma

ah... que estranha forma de amar...
e causar dor e mágoa a quem se ama
um peito ferido, sangrando
longe, numa rua sem árvores, sem nuvens
sem música, uma rua fúnebre
onde o amor guardado, machucado, não espera perdão
nem piedade
não pensa em voltar
nem em telefonar
nem ao menos diz olá
esse amor conturbado
mitificado
e antigo
mora ainda no mesmo lugar
porém a geografia mudou
o horário de verão chegou
eu dancei
você dançou
quem de nós é o mesmo?
quem de nós curou-se?
quem de nós deixou a utopia para viver em paz?
não sei, não me peça explicações
só aceite essas palavras
como versos chorosos
como lembrança tardia
como um jeito de te rever
porque algumas almas só encontram meios de amar assim
no instante em que o corpo no precipício
precipita-se...
precisa-se
é preciso
preciso
priscila
modanesi.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

fome

"Agora que já te devorei, percebo: você me devorou!
ambos consumimos um ao outro: banquete e deleite.
...A pele ferve, suor é prazer em estado líquido..."

P. Modanesi

guirlandas


Eu sempre estive aqui...
Se você escapou por entre meus dedos, achando que ia de encontro à liberdade
Se você imaginou horizontes em geometrias perfeitas
Se você quis ver as maçãs caírem em árvores de outros lugares...
Mas eu sempre estive onde estou
e nenhum passo meu foi dado sem deixar vestígios
Tudo que semeei... cerquei com nossas guirlandas de sonhos comuns
todo esse tempo, você escapou em busca de liberdade
porém só podemos desfrutar a liberdade juntos
porque eu sei da sua natureza
e você conhece secretamente as frutas que eu gosto, os passarinhos que eu persigo e as nuvens quem me encantam...
P. Modanesi

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Confissão

às vezes choro, porque a saudade é intensa;
engraçado como o amor e a tristeza se materializam fisicamente;;;
tenho dores no estômago e calafrios...
tenho insônia.
por você eu rio e choro ao mesmo tempo.
ou ainda, por você eu ri e hoje choro todo o tempo;
por mais que a vida tenha colocado pontes intransponíveis,
o amor, cego que é, não as enxerga
ele só tem capacidade de sentir
e reage, quando contrariado, de maneiras nada agradáveis.
Tenho sonhado. Várias noites. Sonhos que se repetem.
Percebo meu inconsciente gritando.
mas que se há de fazer?
inconsciente, alma e coração lutam cada qual sua batalha
para tentar te esquecer
nesses momentos um chá de esquecimento cairia bem;;;
já não tenho forças pra qualquer coisa.
simplesmente me saboto
finjo que não me ouço. me ignoro. me esqueço.
não há mais nada a dizer e nem a escutar.
não há caminhos seguros que me aproximam de você.
mas não há como voltar atrás. regredir.
vou até onde a vida me levar
em minha bagagem secreta sempre carregarei nosso universo particular.
com as dores e as alegrias que compartilhamos;
há dias que a ferida sangra sem meios de remediar.
outros em que estou entorpecida demais e não sinto nada.
há dias que sinto alegria pelo que vivi...
e há dias, como hoje, que tento transformar tudo isso num relato...
num desabafo, numa confissão; mesmo sabendo que você jamais irá ler.

Priscila Modanesi

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Fase Regional | Mapa Cultural Paulista 2015

O Núcleo Híbrido de Pesquisa Cênica representa Jundiaí na Fase Regional do Mapa Cultural Paulista 2015, na Categoria Teatro.
O espetáculo a ser encenado é Rapunzel - Onde nasce a Primavera.
A apresentação será no dia 14 de outubro, quarta-feira, às 20h, no Auditório Municipal de Valinhos.