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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Luiza _ ou sobre uma canção que ela nunca soube cantar

em 09 de junho de 2018, o NÚCLEO HÍBRIDO DE PESQUISA CÊNICA, apresenta seu novo espetáculo " Luiza _ ou sobre uma canção que ela nunca soube cantar", no espaço TEATRO ESTRADA, em Indaiatuba, às 20h.
os ingressos já estão à venda no local e custam R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia).
a classificação indicativa é 14 anos


Sinopse

Luiza grava uma série de pequenos vídeos para seu marido, onde relata os motivos que a fizeram tomar a decisão de acabar seu casamento. Sem coragem de encará-lo frente a frente, utiliza esse recurso para dizer tudo que reverbera em seu coração; Enquanto faz as malas, Luiza relembra momentos vividos ao lado de Chico, que transitam entre a alegria e a tristeza, a paixão e a dor, a cumplicidade e a traição. O apartamento vai ficando vazio, mas Luiza mantém-se firme em seu propósito. Mais tarde, Chico chega em casa e recebe algumas mensagens em seu celular... Mas Luiza não estará lá para recebê-lo. Não mais.

Encenação

A pesquisa do espetáculo mergulha em conflitos do relacionamento de Chico e Luiza. Amor, casamento, traição, relações abusivas são temas que perpassam sua trajetória. Para ela, tomar a decisão de fazer as malas e botar o marido pra fora de casa não é simples. Cada camisa dobrada, cada detalhe no apartamento, cheiros que lhe trazem lembranças ... Mas Luiza segue. Decide dar um voto de confiança à sua autoestima e liberdade. E continua arrumando malas... A dramaturgia foi composta a partir da coleta de histórias reais vividas pelos integrantes do grupo e costuradas através das personagens Luiza e Chico. A encenação parte do Teatro Físico e da Dança-Teatro de Pina Bausch como linhas de pesquisa para sua construção. Em cena, dois atores representam Chico e duas atrizes representam Luiza, simbolizando e complementando estados e momentos diferentes de suas vidas.


Ficha Técnica

Dramaturgia e Direção: Priscila Modanesi
Elenco: Cicero Inácio | Geam Marcelo Campos | Taline Jovaneli | Tatá Nascimento
Participação Especial em Off : José Renato Forner
Fotografia: Bruno Pavini | Laerte Aparecido
Colaboração: Cláudio de Albuquerque
Criação de Luz: Lukas Lima
Figurinos: Taline Jovaneli
Cenários, sonoplastia: Priscila Modanesi
Desenhos: Giovanna Pontes
Operação Técnica: Maíra Rodrigues | Lukas Lima
Concepção: Núcleo Híbrido de Pesquisa Cênica
Produção: Cine a Vapor Produções Culturais

teaser


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Se você se cala diante de uma situação de preconceito, colabora para que ela continue existindo.
Mulheres, sejam corajosas e falem dos abusos que sofrem... e não é só abuso sexual não!!
As mulheres são cobradas diariamente: corpo perfeito, peso ideal, pele macia, cabelo deslumbrante, tem que ser boa mãe, boa amante, inteligente (mas nem tanto assim!).
As mulheres divorciadas e com filhos são, em sua maioria, excluídas do rolê (!). Grande parte dos homens nutre profundo preconceito contra as mulheres nessa situação. Ela pode ser bonita, independente, e ter milhões de outras qualidades, mas não servem!
Homens, não tenham medo dessas mulheres. Elas não estão à procura de um pai para seus filhos. Eles já os tem. Elas precisam de amor, carinho e companhia. Elas precisam de afeto e tem todo direito de recomeçar sua vida. Talvez possuam certas restrições. Talvez suas prioridades estejam depositadas nos filhos... Mas isso não invalida, não elimina, não a tira de combate.
Por que só o homem divorciado e com filhos tem direito de recomeçar? Por que é tão bonito um pai divorciado que fica com seus filhos de fim de semana e uma mãe não?
Essas mulheres são fortes. Passaram por momentos difíceis. Elas provavelmente cuidam da casa, dos filhos, do trabalho, são responsáveis financeiras de uma boa parte dos gastos familiares. Essas mães sentem-se sozinhas como mulheres.

Mulheres, não se calem. Quantas de vocês estão vivendo essa situação nesse momento? E choram caladas com vergonha de expor que também precisam de carinho e atenção? E ficam quietas porque sabem que o pensamento machista vai te destruir? Talvez nós mulheres não tenhamos como mudar esse pensamento, mas podemos deixar claro! Podemos falar! Incomodar. Cutucar. Repensar.

Priscila Modanesi

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Eu mesma

ah... que estranha forma de amar...
e causar dor e mágoa a quem se ama
um peito ferido, sangrando
longe, numa rua sem árvores, sem nuvens
sem música, uma rua fúnebre
onde o amor guardado, machucado, não espera perdão
nem piedade
não pensa em voltar
nem em telefonar
nem ao menos diz olá
esse amor conturbado
mitificado
e antigo
mora ainda no mesmo lugar
porém a geografia mudou
o horário de verão chegou
eu dancei
você dançou
quem de nós é o mesmo?
quem de nós curou-se?
quem de nós deixou a utopia para viver em paz?
não sei, não me peça explicações
só aceite essas palavras
como versos chorosos
como lembrança tardia
como um jeito de te rever
porque algumas almas só encontram meios de amar assim
no instante em que o corpo no precipício
precipita-se...
precisa-se
é preciso
preciso
priscila
modanesi.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

fome

"Agora que já te devorei, percebo: você me devorou!
ambos consumimos um ao outro: banquete e deleite.
...A pele ferve, suor é prazer em estado líquido..."

P. Modanesi

guirlandas


Eu sempre estive aqui...
Se você escapou por entre meus dedos, achando que ia de encontro à liberdade
Se você imaginou horizontes em geometrias perfeitas
Se você quis ver as maçãs caírem em árvores de outros lugares...
Mas eu sempre estive onde estou
e nenhum passo meu foi dado sem deixar vestígios
Tudo que semeei... cerquei com nossas guirlandas de sonhos comuns
todo esse tempo, você escapou em busca de liberdade
porém só podemos desfrutar a liberdade juntos
porque eu sei da sua natureza
e você conhece secretamente as frutas que eu gosto, os passarinhos que eu persigo e as nuvens quem me encantam...
P. Modanesi