poemaemcontagotas

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

fome

"Agora que já te devorei, percebo: você me devorou!
ambos consumimos um ao outro: banquete e deleite.
...A pele ferve, suor é prazer em estado líquido..."

P. Modanesi

guirlandas


Eu sempre estive aqui...
Se você escapou por entre meus dedos, achando que ia de encontro à liberdade
Se você imaginou horizontes em geometrias perfeitas
Se você quis ver as maçãs caírem em árvores de outros lugares...
Mas eu sempre estive onde estou
e nenhum passo meu foi dado sem deixar vestígios
Tudo que semeei... cerquei com nossas guirlandas de sonhos comuns
todo esse tempo, você escapou em busca de liberdade
porém só podemos desfrutar a liberdade juntos
porque eu sei da sua natureza
e você conhece secretamente as frutas que eu gosto, os passarinhos que eu persigo e as nuvens quem me encantam...
P. Modanesi

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Confissão

às vezes choro, porque a saudade é intensa;
engraçado como o amor e a tristeza se materializam fisicamente;;;
tenho dores no estômago e calafrios...
tenho insônia.
por você eu rio e choro ao mesmo tempo.
ou ainda, por você eu ri e hoje choro todo o tempo;
por mais que a vida tenha colocado pontes intransponíveis,
o amor, cego que é, não as enxerga
ele só tem capacidade de sentir
e reage, quando contrariado, de maneiras nada agradáveis.
Tenho sonhado. Várias noites. Sonhos que se repetem.
Percebo meu inconsciente gritando.
mas que se há de fazer?
inconsciente, alma e coração lutam cada qual sua batalha
para tentar te esquecer
nesses momentos um chá de esquecimento cairia bem;;;
já não tenho forças pra qualquer coisa.
simplesmente me saboto
finjo que não me ouço. me ignoro. me esqueço.
não há mais nada a dizer e nem a escutar.
não há caminhos seguros que me aproximam de você.
mas não há como voltar atrás. regredir.
vou até onde a vida me levar
em minha bagagem secreta sempre carregarei nosso universo particular.
com as dores e as alegrias que compartilhamos;
há dias que a ferida sangra sem meios de remediar.
outros em que estou entorpecida demais e não sinto nada.
há dias que sinto alegria pelo que vivi...
e há dias, como hoje, que tento transformar tudo isso num relato...
num desabafo, numa confissão; mesmo sabendo que você jamais irá ler.

Priscila Modanesi

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Fase Regional | Mapa Cultural Paulista 2015

O Núcleo Híbrido de Pesquisa Cênica representa Jundiaí na Fase Regional do Mapa Cultural Paulista 2015, na Categoria Teatro.
O espetáculo a ser encenado é Rapunzel - Onde nasce a Primavera.
A apresentação será no dia 14 de outubro, quarta-feira, às 20h, no Auditório Municipal de Valinhos.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A Odisseia - The Paper Cinema



Em ‘A Odisseia’, de Homero, o rei Odisseu ainda não retornou à sua casa, mesmo depois de 9 anos após o fim da Guerra de Troia. Durante sua ausência, seu reino foi sitiado e todos os seus bens, assim como sua esposa são disputados, mas o seu destino e o destino de seu povo está nas mãos dos Deuses, com todos os seus encantos e caprichos. O grupo inglês The Paper Cinema, reconta esta obra e utiliza-se de bonecos desenhados à mão que são animados através de um cinema feito ao vivo, assim como a música que acompanha toda a ação.




Uma co-produção The Paper Cinema e Battersea Arts Centre



Composição Musical: Christopher Reed, Ed Dowie, Katherine Mann and Matthew Brown
Dias 16 e 17 de setembro, às 20h, no Sesc Jundiaí

www.sescsp.org.br/jundiai


sábado, 29 de agosto de 2015

DOROTHY

Embora ela, eternamente apaixonada, saiba que além dos portões existem outros mundos, com horizontes menos vorazes...
Embora algumas pessoas a cativem, sabe que precisa pensar em si...
Embora ela queira ficar, vai embora!
E a estrada terá todas as cores que deseja...
E o reino não possuirá tiranos, apenas artistas, -de verdade-,
Não pseudo-artistas...
Seu castelo é o próprio mundo, porque as paredes limitam e os sonhos são etéreos, não se prendem...
- Dorothy... Um dia você volta?
- Um dia é muito pouco... Jamais voltamos pro mesmo lugar de onde saímos... porque nos modificamos a todo momento... Eu não volto não... Eu vou além, sempre!

[p. Modanesi]